(Onorato Ferreira Lima Filho/Sócrates Di Lima)
Olho ás vistas longas, ao meu redor,
Observo nas escritas de todos nós,
Em tom maior,
Como que se fosse uma só voz.
A poesia grita afinada,
Almas separadas em coro recitam,
Cada poesia na alma recitada,
Uma ás outras imitam.
Mas sem plágio,
Apenas a vontade que do coração emana,
Reduzida em palavras com ou sem rimas, adágio,
Que faz uma alma sana ou insana.
É onde divago na busca de olhares,
Que como um véu pouso sobre a poesia,
Olhares negros, mel, azuis, verdes singulares,
Cheios de doces encantos e magia.
Tantos olhares me chamam a atenção,
Sobre os sonhos que a poesia toca,
O meu busca com sublimação,
O olhar que minha alma corta.
Olhares abrem o sorriso que o dia canta,
Abrindo também o coração do poeta,
Nos segredos que o olhar imanta,
Faz o outro abrir a alma na certa.
E o que importa, se há enigma,
Nas vozes mudas do poeta,
O que importa não é o estigma,
Mas o amor que na sua alma faz festa.
E se os olhares são redundantes,
A cor da iris é o que colore a alma,
Misturando todas as cores fazem olhos reluzentes,
Aqueles olhares que a poesia faz na mais sutil calma.
É na dança dos olhos que meu coração dança,
Sensuais, mais nunca vulgares,
DE quem olha escreve a poesia com esperança,
De serem lidas pelos mais lindos olhares.
Nenhum comentário:
Postar um comentário