(Onorato Ferreira Lima Filho)
Aberta se faz a carne,
Numa incisão profunda na alma,
As lembranças invadem a mente,
e a alma pasma,
Há nos olhos marejos de saudade.
Canta a manhã os versos da sabedoria,
Á tarde começa no serenar profundo,
As dores latejam no âmago sofrivel,
Sem que se ouçam os quérulos do mundo,
E as canções silenciam o espirito em êxtase.
Esbraveja o "Eu" transeunte de mim.
- Olham-me alguns nas calçadas da vida,
E nos lamentos mórbidos as palavras se perdem,
Há nas esquinas os farrapos humanos,
Deitados na grama que cobre a terra fertil,
E nos chafaris os banhos da pele suja,
Nas cicatrizes da vida sem remendo ás vestes.
- Gritam minhas vontades
na escuridão das minhas forças,
Lamento triste nas mãos das crianças rebeldes,
Nas ruas sujas das periferias,
E nas praças centrais das metrópolis cegas.
- Ide ali nos becos das desgraças,
E olhais os amontoados humanos,
Que sem rumo, sem pátria, sem coragem, sem vida,
Perdidas na violência das drogas e da morte,
Gruindos dos desesperados nos pulsos cortados,
Na sangria da alma (vida)que náo tem mais valor.
A miséria toma conta da vida em farrapos,
jogados ao léu, a vida rasteja,
E longe dali, nos palácios da guarda,
O bastão dos reis impóem suas loucuras,
Roubam e furtam, os homens que manteriam as vidas,
E o homem perdido, sem voz, analfabeto de sonhos,
Não tem força para levantar-se e seguir adiante.
- Ah! que chega a noite e o desespero grita,
As carnes frias dos humanos semimortos,
Transitam a esmo, sem a licitude da vontade,
E na escuridão de suas almas, acompanham os reis,
E roubam, furtam, matam em nome da miséria torpe.
Quero arrancar do peito a vontade,
Mas o meu grito ensurdecido,
Mudo, ensandecido,
Não vai além do meu sussurro,
E morro na angustia de ver a vida tão inválida,
Se perder nos braços da ganância humana,
E nas curvas negras da vida.
Ah! que o meu cântico noturno ecoa nas pedras da insensatez,
E ao ouvirem minhas lamúrias fecham portas e janelas,
Apagam-se as luzes e escondem o cristo,
Em joelhos rezam a proteção,
E esquecem de que o pão,
Cessaria o grito dos famintos,
E a água mataria a sede que a vida pede para viver.
E eu choro...
Choro o triste cântico do silêncio,
Que esbraveja na vontade de mudar,
Mas o silêncio emudece na escuridão das almas,
E o meu cântico noturno se perde na vastidão
Da ignorância humana,
Que nem tem vontade de sair á janela e gritar.
sexta-feira, 30 de março de 2012
O SILÊNCIO NÃO É SOLUÇÃO
(Onorato Ferreira Lima Filho-Sócrates Di Lima)
Descobri que o silêncio ás vezes faz bem,
Mas também, cria uma bifurcação,
Por isso náo convêm,
Silenciar o coração.
O silêncio que as vezes traz a pausa,
Também provoca a desconexão total,
Quem pensa que o silêncio pune com causa,
Se engana, pois o silêncio é mortal.
Quem pensa que o silêncio é só reflexão,
Que mantem o outro coração á espera,
Pode correr o risco de cair na contramão,
E não sorrir mais na primavera.
O mesmo silêncio que faz um coração castigar,'
Faz o amor se perder na estrada que percorreu,
E quando se tentar voltar,
Vai se depará com o amor que no silêncio morreu.
UMa morte lenta, que sangra sem razão,
Sem ter o que buscar no silêncio vazio,
O outro coração longe da emoção,
não mais será encontrado, sozinho ficou frio.
Então, chego a conclusão,
De que o silêncio não é a solução,
O risco é incalculável, pois o amor poderá se perder,
No tempo em que ao silêncio recorrer,
O amor que silencia, não dá asistência,
Entra em concorrência,
E pela própria displicência,
Perde a preferência.
Quem silencia por tempo longo em demasia,
Achando que vai castigar o coração que sozinho deixou,
Engana-se, pois quando querer voltar, a volta se fará tardia,
...E nunca mais ter de volta o coração que o silêncio castigou.
Descobri que o silêncio ás vezes faz bem,
Mas também, cria uma bifurcação,
Por isso náo convêm,
Silenciar o coração.
O silêncio que as vezes traz a pausa,
Também provoca a desconexão total,
Quem pensa que o silêncio pune com causa,
Se engana, pois o silêncio é mortal.
Quem pensa que o silêncio é só reflexão,
Que mantem o outro coração á espera,
Pode correr o risco de cair na contramão,
E não sorrir mais na primavera.
O mesmo silêncio que faz um coração castigar,'
Faz o amor se perder na estrada que percorreu,
E quando se tentar voltar,
Vai se depará com o amor que no silêncio morreu.
UMa morte lenta, que sangra sem razão,
Sem ter o que buscar no silêncio vazio,
O outro coração longe da emoção,
não mais será encontrado, sozinho ficou frio.
Então, chego a conclusão,
De que o silêncio não é a solução,
O risco é incalculável, pois o amor poderá se perder,
No tempo em que ao silêncio recorrer,
O amor que silencia, não dá asistência,
Entra em concorrência,
E pela própria displicência,
Perde a preferência.
Quem silencia por tempo longo em demasia,
Achando que vai castigar o coração que sozinho deixou,
Engana-se, pois quando querer voltar, a volta se fará tardia,
...E nunca mais ter de volta o coração que o silêncio castigou.
COMO UM RIO
(Onorato Ferreira Lima Filho/Sócrates Di Lima)
Na nascente dos meus olhos castanhos,
Nasce o rio que corta minha alma nua,
De águas cristalinas me batismo em banhos,
Nas noites de devaneios sob a Lua.
Sigo fazendo meu caminho,
Onde o Sol se reflete e transmite sua luz,
Como uma ave em paz repousa em seu ninho,
A natureza e a vida me conduz.
Não me retenho, jamais estou sozinho,
Transpasso obstáculos e sigo em frente,
Levo comigo oo melhor que cruza o caminho,
E quem entra fica, náo por acaso, mas por Deus um presente.
Levo alegria e recebo gratidão,
Recebo flores e aplausos por onde passo,
Abro as portas e janelas do meu coração,
E sigo a rota do Sol no seu compasso.
A poesia me segue lado a lado,
Me traz paz e sabedoria nos meus piores momentos,
Dá-me asas, faz-me de coração alado,
Enche de melodia os meus sentimentos.
Não esqueço dos meus ais,
Nem dos coração que me recebam,
E as flores em minhas margens não me deixam jamais,
Comigo o amor e a beleza a vida celebram.
Não desdenho a ninguem e nem ignoro, quando de boa-fé,
Mas os incautos, imbecis e palhaços da vida eu abnego,
E de bom grado quem me admira, meu amigo(a) é,
O resto, se me perguntarem, eu nego.
Como um rio, colho o que de melhor entra no meu caminho,
Se me virem com olhos d'alma me seguem sem me questionar,
Recebem de mim, amizade, ternura, amor, paz e carinho,
E comigo com alegria, rumam de mãos dadas para o mar.
Na nascente dos meus olhos castanhos,
Nasce o rio que corta minha alma nua,
De águas cristalinas me batismo em banhos,
Nas noites de devaneios sob a Lua.
Sigo fazendo meu caminho,
Onde o Sol se reflete e transmite sua luz,
Como uma ave em paz repousa em seu ninho,
A natureza e a vida me conduz.
Não me retenho, jamais estou sozinho,
Transpasso obstáculos e sigo em frente,
Levo comigo oo melhor que cruza o caminho,
E quem entra fica, náo por acaso, mas por Deus um presente.
Levo alegria e recebo gratidão,
Recebo flores e aplausos por onde passo,
Abro as portas e janelas do meu coração,
E sigo a rota do Sol no seu compasso.
A poesia me segue lado a lado,
Me traz paz e sabedoria nos meus piores momentos,
Dá-me asas, faz-me de coração alado,
Enche de melodia os meus sentimentos.
Não esqueço dos meus ais,
Nem dos coração que me recebam,
E as flores em minhas margens não me deixam jamais,
Comigo o amor e a beleza a vida celebram.
Não desdenho a ninguem e nem ignoro, quando de boa-fé,
Mas os incautos, imbecis e palhaços da vida eu abnego,
E de bom grado quem me admira, meu amigo(a) é,
O resto, se me perguntarem, eu nego.
Como um rio, colho o que de melhor entra no meu caminho,
Se me virem com olhos d'alma me seguem sem me questionar,
Recebem de mim, amizade, ternura, amor, paz e carinho,
E comigo com alegria, rumam de mãos dadas para o mar.
OLHARES
(Onorato Ferreira Lima Filho/Sócrates Di Lima)
Olho ás vistas longas, ao meu redor,
Observo nas escritas de todos nós,
Em tom maior,
Como que se fosse uma só voz.
A poesia grita afinada,
Almas separadas em coro recitam,
Cada poesia na alma recitada,
Uma ás outras imitam.
Mas sem plágio,
Apenas a vontade que do coração emana,
Reduzida em palavras com ou sem rimas, adágio,
Que faz uma alma sana ou insana.
É onde divago na busca de olhares,
Que como um véu pouso sobre a poesia,
Olhares negros, mel, azuis, verdes singulares,
Cheios de doces encantos e magia.
Tantos olhares me chamam a atenção,
Sobre os sonhos que a poesia toca,
O meu busca com sublimação,
O olhar que minha alma corta.
Olhares abrem o sorriso que o dia canta,
Abrindo também o coração do poeta,
Nos segredos que o olhar imanta,
Faz o outro abrir a alma na certa.
E o que importa, se há enigma,
Nas vozes mudas do poeta,
O que importa não é o estigma,
Mas o amor que na sua alma faz festa.
E se os olhares são redundantes,
A cor da iris é o que colore a alma,
Misturando todas as cores fazem olhos reluzentes,
Aqueles olhares que a poesia faz na mais sutil calma.
É na dança dos olhos que meu coração dança,
Sensuais, mais nunca vulgares,
DE quem olha escreve a poesia com esperança,
De serem lidas pelos mais lindos olhares.
Olho ás vistas longas, ao meu redor,
Observo nas escritas de todos nós,
Em tom maior,
Como que se fosse uma só voz.
A poesia grita afinada,
Almas separadas em coro recitam,
Cada poesia na alma recitada,
Uma ás outras imitam.
Mas sem plágio,
Apenas a vontade que do coração emana,
Reduzida em palavras com ou sem rimas, adágio,
Que faz uma alma sana ou insana.
É onde divago na busca de olhares,
Que como um véu pouso sobre a poesia,
Olhares negros, mel, azuis, verdes singulares,
Cheios de doces encantos e magia.
Tantos olhares me chamam a atenção,
Sobre os sonhos que a poesia toca,
O meu busca com sublimação,
O olhar que minha alma corta.
Olhares abrem o sorriso que o dia canta,
Abrindo também o coração do poeta,
Nos segredos que o olhar imanta,
Faz o outro abrir a alma na certa.
E o que importa, se há enigma,
Nas vozes mudas do poeta,
O que importa não é o estigma,
Mas o amor que na sua alma faz festa.
E se os olhares são redundantes,
A cor da iris é o que colore a alma,
Misturando todas as cores fazem olhos reluzentes,
Aqueles olhares que a poesia faz na mais sutil calma.
É na dança dos olhos que meu coração dança,
Sensuais, mais nunca vulgares,
DE quem olha escreve a poesia com esperança,
De serem lidas pelos mais lindos olhares.
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