(Onorato Ferreira Lima Filho/Sócrates Di Lima)
Na nascente dos meus olhos castanhos,
Nasce o rio que corta minha alma nua,
De águas cristalinas me batismo em banhos,
Nas noites de devaneios sob a Lua.
Sigo fazendo meu caminho,
Onde o Sol se reflete e transmite sua luz,
Como uma ave em paz repousa em seu ninho,
A natureza e a vida me conduz.
Não me retenho, jamais estou sozinho,
Transpasso obstáculos e sigo em frente,
Levo comigo oo melhor que cruza o caminho,
E quem entra fica, náo por acaso, mas por Deus um presente.
Levo alegria e recebo gratidão,
Recebo flores e aplausos por onde passo,
Abro as portas e janelas do meu coração,
E sigo a rota do Sol no seu compasso.
A poesia me segue lado a lado,
Me traz paz e sabedoria nos meus piores momentos,
Dá-me asas, faz-me de coração alado,
Enche de melodia os meus sentimentos.
Não esqueço dos meus ais,
Nem dos coração que me recebam,
E as flores em minhas margens não me deixam jamais,
Comigo o amor e a beleza a vida celebram.
Não desdenho a ninguem e nem ignoro, quando de boa-fé,
Mas os incautos, imbecis e palhaços da vida eu abnego,
E de bom grado quem me admira, meu amigo(a) é,
O resto, se me perguntarem, eu nego.
Como um rio, colho o que de melhor entra no meu caminho,
Se me virem com olhos d'alma me seguem sem me questionar,
Recebem de mim, amizade, ternura, amor, paz e carinho,
E comigo com alegria, rumam de mãos dadas para o mar.
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